Hoje assisti a entrevista do Dep. Jean Wyllys no "De frente com a Gabi", e no termino tive uma sensação de tristeza, um aperto no coração que nem sei explicar, por que quando penso no meu futuro enquanto Pedagoga e posteriormente uma pesquisadora da educação trabalhando com Relações de Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos, e ter ouvindo que através de meios escusos o "Kit anti-homofobia" foi suspendido me trouxe um desanimo momentâneo, por que crescer enquanto cidadão pressupõem ter direitos assegurados, mas não só por leis mais também pelo entendimento da existência da dignidade humana, e para que tudo isso aconteça as políticas publicas educacionais devem ter o foco na inclusão social, escola enquanto instituição reproduz dentro de suas paredes as relações sociais do lado de fora. Não é possível construir uma educação inclusiva e equitária sem ter como ponto de principal o reconhecimento da diversidade humana e seu DIREITO a existência enquanto tal.
Lendo noticias como a de que foi censurado um vídeo/curta no Acre por que acharam que fazia parte do bendito "Kit Anti-homofobia", as professoras estavam trabalhando direitos humanos com videos/curtas numa escola de ensino médio, trazendo várias questões que são necessárias ao entendimento e extensão dos Direitos a todos. O nome desse curta é "Não quero voltar sozinho"
História de uma garoto cego que se descobre apaixonado pelo menino novo da escola, mas toda essa temática tratada com leveza e que vale a pena ser visto mesmo que não se pense a temática gay, mas por que não pensar? qual é o problema de se discutir e procurar entender aqueles que são diferentes, tem pessoas que usam do argumento que a escola não é um lugar para isso (discutir sexualidade humana), e que toda essa discussão deve ser feita pela família, que muitas vezes não condições por falta de conhecimento de empreender tal conversa, muitos pais não falam de sexo com seus filhos, por vergonha ou realmente pelo reconhecimento de que não sabem nem para eles mesmos, o que fazer quanto a isso? fechar o olhos e deixa crianças e adolescente perecem por falta de conhecimento, de si e do próximo. Por que desenvolvemos nossa identidade a partir do reconhecimento do outro, de compreender que o outro é diferente de mim, de muitas formas possíveis.
Será que é assim tão difícil entender que o outro independente da orientação sexual, gênero, sexo, ou etnia é diferente de mim, mas ainda assim precisa ser respeitado pelo simples fato de ser um ser Humano, tanto quanto eu.
Link da entrevista do Dep. Jean Wyllys no De frente com a Gabi:
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