terça-feira, 28 de junho de 2011

Visibilidade #03 - Casamento Gay

Após um final de semana em paranoia por conta do casamento de dois dos meus melhores amigos no mundo, retornei, casamentos mexem comigo de uma maneira estranha e completamente inexplicável, mas de maneira geral me deixam triste e remendo histórias minhas me lembrei que sempre fui assim com relação a esse assunto o que é bizarrissimo. (rs) Vencendo meus traumas kkk  fui ao casório achei lindo ver minha amiga deste a infância se casar fiquei completamente lisonjeada de poder estar com ela nessa hora tão importante.

No meio da loucura que virou minha cabeça terminei que refletindo sobre o assunto e lendo muito sobre principalmente depois da noticia de uma união estável homossexual  foi cancelada em Goiania -GO, o casal Odilio e Liorcino registraram em cartório a sua união no inicio do mês de Maio e teve a mesma cancelada pelo juiz qualquer um (não vou citar o nome, IBOPE p quem não merece), esse fato me deixou horrorizada como um juiz de um Estado laico pode cancelar uma união alegando motivos religiosos. Esse tal juiz Qualquer Um em  nota recente se declarou pastor evangélico e acrescentou que não aceita é que não é certo, união entre pessoas do mesmo sexo,  ainda acredita ser ilegitima e inconstiuicional, (mesmo como a decisão favorável do STF sobre o tema). Tai uma coisa  a qual não existe justificativa nenhuma, atrapalhar a felicidade alheia, cadê o amai-vos uns aos outros ? só um adento esse foi o tema da Parado do Orgulho Gay deste ano, tema do próximo post.
Mas essa história teve um final feliz apesar do jogo contra deste juiz-pastor, eles processaram o Estado e ganharam a causa, mas mesmo assim se casaram novamente no Casamento Coletivo realizado no Rio de Janeiro no final deste mês, nesta cerimonia se "casaram" estabeleceram um contrato de união estável, 43 casais Gays e Lésbicos, essa iniciativa também aconteceu em São Paulo onde outros 10 casais oficializaram suas relações.
O mais surpreendente a respeito deste assunto (casamento) aconteceu essa semana em Jacareí interior de São Paulo, o juiz Fernando Henrique Pinto, autorizou a conversão do registro de união estável  do casal Luiz André de Rezende Moresi e José Sergio Santos de Souza, em casamento civil, o 1ª Casamento Civil Gay divulgado do Pais, motivo de comemoração pois este ato abre precedente para próximos casórios oficiais, mais um passo rumo a igualdade de direitos.
Com o casamento os casais gays e lésbicos passam a ter direitos diferentes, no casamento pode-se trocar os nomes, muda-se também o status de solteiro/a p casado/a, direito a pensão e herança e também o reconhecimento da união frente ao Estado. Está não é ainda a realidade para todo/as mas estamos caminhando.





sexta-feira, 10 de junho de 2011

Visibilidade #02

Hoje assisti a entrevista do Dep. Jean Wyllys no "De frente com a Gabi", e no termino tive uma sensação de tristeza,  um aperto no coração que nem sei explicar, por que quando penso no meu futuro enquanto Pedagoga e posteriormente uma pesquisadora da educação trabalhando com Relações de Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos, e ter ouvindo que através de meios escusos o "Kit anti-homofobia" foi suspendido me trouxe um desanimo momentâneo,  por que crescer enquanto cidadão pressupõem  ter direitos assegurados, mas não só por leis mais também pelo entendimento da existência da dignidade humana, e para que tudo isso aconteça as políticas publicas educacionais devem ter o foco na inclusão social, escola enquanto instituição reproduz dentro de suas paredes as relações sociais do lado de fora. Não é possível construir uma educação inclusiva e equitária sem ter como ponto de principal o reconhecimento da diversidade humana e seu DIREITO a existência enquanto tal.
Lendo noticias como a de que foi censurado um vídeo/curta no Acre por que acharam que fazia parte do bendito "Kit Anti-homofobia", as professoras estavam trabalhando direitos humanos com videos/curtas numa escola de ensino médio, trazendo várias questões que são necessárias ao entendimento e extensão dos Direitos a todos. O nome desse curta é "Não quero voltar sozinho"

História de uma garoto cego que se descobre apaixonado pelo menino novo da escola, mas toda essa temática tratada com leveza e que vale a pena ser visto mesmo que não se pense a temática gay, mas por que não pensar? qual é o problema de se discutir e procurar entender aqueles que são diferentes, tem pessoas que usam do argumento que a escola não é um lugar para isso (discutir sexualidade humana), e que toda essa discussão deve ser feita pela família, que muitas vezes não condições por falta de conhecimento de empreender tal conversa, muitos pais não falam de sexo com seus filhos, por vergonha ou realmente pelo reconhecimento de que não sabem nem para eles mesmos, o que fazer quanto a isso? fechar o olhos e deixa crianças e adolescente perecem por falta de conhecimento, de si e do próximo. Por que desenvolvemos nossa identidade a partir do reconhecimento do outro, de compreender que o outro é diferente de mim, de muitas formas possíveis.
Será que é assim tão difícil entender que o outro independente da orientação sexual, gênero, sexo, ou etnia é diferente de mim, mas ainda assim precisa ser respeitado pelo simples fato de ser um ser Humano, tanto quanto eu.


Link da entrevista do Dep. Jean Wyllys no De frente com a Gabi: